Sumário Biográfico


Nasci em Lucélia, SP, no dia 7 de Setembro de 1943. Meu pai, ministro (pastor) Presbiteriano (Igreja Presbiteriana do Brasil), era pessoa conservadora e tradicional. Seu principal legado, no que me diz respeito, foi uma personalidade argumentativa, quase briguenta, e uma preocupação constante com a justificação de minhas convicções, meus valores, minhas atitudes e minhas ações. (Meu pai faleceu no dia 5 de março de 1991, um ano e meio antes de fazer 80 anos).  

Freqüentei a escola de Educação Fundamental (Grupo Escolar e Ginásio) em Santo André, SP, respectivamente no Grupo Escolar "Prof. José Augusto de Azevedo Antunes" e no Instituto de Educação "Dr. Américo Brasiliense" (na época chamado de "Colégio Estadual e Escola Normal "Dr. Américo Brasiliense").

Depois de um ano desperdiçado no Curso Colegial Científico do Instituto de Educação Dr. Américo Brasiliense, fui fazer o Colegial Clássico no Instituto "José Manuel da Conceição" (JMC), em Jandira, SP, uma escola-internato pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil, que foi fechada pela igreja em 1970 em circunstâncias não bem esclarecidas até hoje. 

Naquela época a maior parte dos alunos do sexo masculino que estudavam no Instituto JMC tinha a intenção de seguir para o Seminário Teológico e se dedicar ao ministério evangélico. Eu não era exceção. Influenciado, em parte, pela história de meu pai (que também havia estudado no Instituto JMC, na década de 30, de 1934 a 1938), matriculei-me, em 1964, no  Seminário Presbiteriano do Sul (SPS), também conhecido como Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana do Brasil, em Campinas, SP, onde meu pai também já havia estudado, de 1939 a 1941. Minha festa de calouro estava agendada para o fatídico 1º de Abril de 1964. É desnecessário acrescentar que foi abortada...

Com uma ou duas exceções, o corpo docente do Seminário era muito conservador, tanto teológica quanto politicamente, e entre os alunos havia alguns (admitidamente, uma minoria) que chegavam a ser extremamente reacionários (novamente, tanto no plano teológico quanto no político). Sendo esta a situação, tive o que hoje considero a sorte de ser expulso do Seminário em 1966, quando estava no meu terceiro ano, em virtude de basicamente duas razões: (a) por defender teorias não muito ortodoxas acerca da religião e na teologia cristã (especialmente as de Rudolf Bultmann); e (b) por publicar, no jornal do Centro Acadêmico, do qual eu era editor, e que tinha o provocante nome de "O CAOS em Revista" (visto que o nome do Centro Acadêmico era "Oito de Setembro", data da fundação do Seminário), uma crítica violenta aos professores do Seminário e, depois, uma defesa apaixonada, baseada no livro On Liberty, de John Stuart Mill, do direito à liberdade de pensamento e de expressão. (Vide "Editorial" [Março 1966], "Instituto Bíblico em Campinas" [Março 1966], "Editorial: Ainda Jonas" [Abril 1966], "Editorial" [Maio 1966], "Parafraseando" [Maio 1966],  "Editorial" [Junho 1966], e "Editorial" [Agosto 1966]. As cinco primeiras peças chegaram a ser publicadas mas as edições foram imediatamente confiscadas pela Reitoria; no caso das outras duas, a Congregação do Seminário havia instituído a censura prévia e as peças foram cortadas antes de serem publicadas. Na verdade, o jornal inteiro de Junho de 1966 foi censurado. Minha carreira de jornalista foi, portanto, abruptamente interrompida sem que sequer uma das peças que escrevi tivesse sido normalmente distribuída). 

[Esse episódio está descrito em mais detalhe no texto "Quarenta Anos depois do CAOS: 1966-2006"].

Minha ousadia quase me custou o fim temporário, se não de minha liberdade, pelo menos de meus estudos. O ano de 1966 me parecia ser, na época, o auge da ditadura militar brasileira e do autoritarismo eclesiástico e retrocesso teológico da Igreja Presbiteriana do Brasil, mas eu estava, naturalmente, e duplamente, errado: tanto no país quanto na igreja a situação se tornou ainda muito pior antes do final da década, mas nesse momento eu estava fora, tanto da igreja como do país.

Depois de ter sido expulso do Seminário Presbiteriano de Campinas fui acolhido pela Faculdade de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (Evangelische Kirche Lutherischen Bekenntnisses in Brasilien), em São Leopoldo, RS. Lá, em 1967, eu completei quatro anos de estudos pós-secundários (embora não tenha concluído o curso teológico). Em São Leopoldo, Bultmann (que era Luterano) era bem aceito. O tempo que passei lá ajudou bastante no desenvolvimento do meu domínio da língua alemã (que eu estudava desde o primeiro ano no Seminário de Campinas), porque todas as aulas eram ainda em alemão, naquela época.

O ambiente intelectual fornecido pelo Seminário Luterano era bastante estimulador. A despeito disso, ou, mais provavelmente, por causa disso, meus laços pessoais com a igreja institucional terminaram, e com a religião, em geral, enfraqueceram bastante, mais ou menos durante o período em que eu estive em São Leopoldo - sem maiores traumas e, para dizer a verdade, até com um certo senso de alívio. Meu interesse na religião como fenômeno social e na teologia como disciplina intelectual continuam, entretanto, até hoje. (Nisso eu, em certo sentido e até certo ponto, modestamente espelhei o que se passou com David Hume, sobre quem eventualmente vim a escrever minha tese de doutoramento: ele deixou a igreja (também Presbiteriana, na Escócia) sem traumas, tanto por razões eclesiásticas como teológicas, depois de uma série de perseguições, mas sempre manteve um interesse na religião como fenômeno social e na teologia como disciplina intelectual - mesmo que mais como objeto de crítica do que de respeito).

Enquanto em São Leopoldo tive a sorte de receber uma bolsa completa, de três anos, para fazer o Mestrado em Teologia no Pittsburgh Theological Seminary (PTS), de Pittsburgh, PA, EUA. Para pode usufruir a bolsa solicitei uma bolsa de viagem ao National Council of the Churches of Christ in the United States (NCCCUS), e tive a felicidade de vê-la concedida. A bolsa no PTS foi obtida através dos esforços do Prof. Dr. Rev. Gordon Eugene Jackson, então Deão Acadêmico daquela escola, e hoje um querido amigo (morando em St. Petersburg, FL, EUA) e uma fonte constante de inspiração. A bolsa de viagem do NCCCUS foi obtida através dos esforços do Rev. Dr. Aaron Sapsezian, então Secretário Executivo da Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE), e hoje um outro amigo muito caro (vivendo em Genebra, Suíça, a terra adotada por João Calvino). O Aaron não só me sugeriu que solicitasse a bolsa ao NCCCUS, mas envidou os maiores esforços para que ela fosse concedida. Expresso publicamente aqui minha gratidão a esses dois grandes amigos.

Enquanto no PTS, de meados de 1967 até meados de 1970, obtive meu Mestrado em Teologia, na área da História do Pensamento Cristão (conclusão: Maio de 1970). Lá tive o privilégio de estudar com estrelas intelectuais como Dietrich Ritschl (neto do grande teólogo liberal alemão do século XIX, Albrecht Ritschl, e ele próprio um grande especialista na história do pensamento europeu moderno), que me fez interessado para sempre na história intelectual; Ford Lewis Battles (especialista em pensamento medieval, na Renascença e na Reforma, especialmente em Calvino, sendo o author da melhor tradução para o Inglês das Institutas da Religião Cristã), que quase me convenceu a tornar-me um historiador medieval; Markus Barth (filho do grande teólogo suíço do século XX, Karl Barth), cujas aulas eram tão precisas que a gente o tomaria por alemão, e tão claras, que a gente o tomaria por francês; Hans Eberhard von Waldow (que havia ensinado em São Leopoldo antes de ir para Pittsburgh), que, por incrível que pareça, conseguia fazer a História do Antigo Israel parecer viva e interessante; George H. Kehm (professor de teologia sistemática), que me fez seu assistente didático e de pesquisa quando entrei no doutorado; e vários outros (Ronald Stone, Walter Wiest, John Gerstner, Robert Paul, John Bald, Douglas Hare). Minha média durante o mestrado foi suficientemente boa para que eu recebesse sete prêmios e bolsas ao final dos meus três anos no PTS, uma das quais era para cursar o doutorado em área de minha escolha.

Assim, em Setembro de 1970 entrei na University of Pittsburgh (Pitt), também em Pittsburgh, PA, EUA, para começar o meu Ph.D.. O foco principal de meus estudos foi a História da Filosofia Moderna, especialmente no século XVIII, pois eu estava interessado em epistemologia e Pitt era a melhor universidade americana na área de epistemologia, lógica e filosofia da ciência naquela época. Eu, naturalmente, ainda mantinha (como mantenho até hoje) meu interesse na epistemologia da religião. Esses dois interesses, na epistemologia da ciência e da religião, fizeram-me gravitar para William W. Bartley, III, professor titular do Departamento de Filosofia, cuja obra publicada lidava com esses dois assuntos (em especial, The Retreat to Commitment, publicado em 1962).

Depois de estudar teologia por algum tempo em Harvard, Bill Bartley foi para a London School of Economics (LSE), em Londres, Inglaterra, para estudar com Karl Raymund Popper. Ele eventualmente se tornou o discípulo amado de Popper. Assim sendo, fui virtualmente constrangido a ler tudo que Popper tinha publicado, e mesmo alguns trabalhos então ainda inéditos (mas aos quais Bill Bartley tinha acesso e dos quais, depois, se tornou o editor, na versão impressa). Depois de um sério desentendimento, Popper e Bartley voltaram a manter relações de amizade e colaboração bastante estreitas, tendo Bill Bartley sido ungido para a invejada tarefa de gerenciar todo o legado intelectual de Popper (e, depois, também de Friedrich von Hayek). À vista disso creio que posso, por direito, considerar-me neto intelectual de Popper -- com quem tive o privilégio de trocar algumas cartas em meados da década de 70. A morte prematura de Bill Bartley em 1990 (5 de Fevereiro) roubou-me um pai intelectual e um grande amigo e foi motivo de grande tristeza. A morte de Popper em 1994 também foi grandemente sentida - embora não tenha sido prematura (ele nasceu em 1902). (A relação entre Popper e Bartley é bem e corretamente descrita em um artigo interessante de Mariano Artigas The Ethical Roots of Popper's Epistemology)

Sob a orientação firme de Bill Bartley concluí meu doutorado em tempo recorde, em Agosto de 1972, com uma tese de 615 páginas sobre  David Hume. Por mim eu teria continuado polindo o que eu esperava fosse tornar minha obra prima, mas Bill não me deixou, virtualmente me obrigando a entregar a tese na forma em que se encontrava.

Em Pitt também tive o privilégio de estudar com Wilfrid Sellars, que foi o membro sênior de minha Banca de Doutoramento. Na home page dedicada a ele na University of Chicago, Keith Lehrer (filósofo bem conhecido) diz que "Sellars [foi] um dos mais importantes filósofos do século, talvez de todos os séculos". Ele era também um professor fabuloso. Meu primeiro curso com ele foi um Seminário sobre Metafísica e Epistemologia. Depois fiz seu famoso seminário sobre Kant. Os cursos eram tão bons que eu comecei a freqüentar tudo que era curso que ele dava, até mesmo, como ouvinte, alguns cursos introdutórios em nível de graduação (sobre Empirismo Britânico e sobre Filosofia Analítica, por exemplo). A maior parte do que eu sei sobre filosofia analítica aprendi com ele. Outros bons professores que tive em Pitt foram Nicholas Rescher (Lógica e Epistemologia), Richard Gale (Metafísica, Filosofia do Tempo, Filosofia Analítica), Kurt Baier (Ética), Joseph Kemp (Empiristas Britânicos), e Marilyn Frye (Kant). Olhando para trás posso ver porque o Departamento de Filosofia de Pitt era considerado o melhor do país naqueles anos.

Depois de receber meu Ph.D. fui contratado para lecionar filosofia, primeiro por California State University at Hayward, em Hayward, CA, EUA (1972-1973), e, no ano seguinte, por Pomona College, um dos "colleges" do complexo chamado Claremont Colleges, em Claremont, CA, EUA (1973-1974). Felizmente, naquela época as normas do politicamente correto ainda não imperavam no cenário acadêmico americano.

Enquanto trabalhava em Pomona tive uma das experiências intelectuais mais excitantes de minha vida: ler Ayn Rand pela primeira vez. A experiência fez de mim uma pessoa diferente. Sou para sempre grato ao meu colega de Pomona, Charles J. King, hoje presidente do Liberty Fund, por recomendar que eu lesse Atlas Shrugged  (Quem é John Galt?, em português). Desde aquele momento, em 1973, Ayn Rand se tornou minha mentora intelectual, ética e política, embora meu relacionamento com ela nunca tenha tido o fervor quase-religioso daqueles para quem Objetivismo, mais do que uma filosofia, é um culto - quando encontrei Ayn Rand eu já tinha tido minha experiência religiosa há muito tempo. Mas Ayn Rand permanece até hoje como a influência mais forte e mais permanente sobre o meu pensamento metafísico, ético, político e até mesmo estético.

No todo passei sete anos nos Estados Unidos (Agosto de 1967 a Junho de 1974), sem voltar ao Brasil sequer uma vez. O clima político no Brasil durante esses anos foi tão inóspito que eu dificilmente teria me arrependido de ter passado todo esse tempo fora, ainda que esses anos anos não houvessem sido os mais frutíferos de minha vida, do ponto de vista intelectual.

Em Junho de 1974 retornei para o Brasil para lecionar na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em Campinas, SP, onde ainda estou, dando aulas de Epistemologia, Filosofia Política e Filosofia da Educação (e, de vez em quando, de Tecnologia e Educação). Por uns tempos, na década de oitenta, envolvi-me com administração universitária e até mesmo com política acadêmica.

Enquanto na UNICAMP, e quando ocupava o cargo de Diretor da Faculdade de Educação (de 1980 a 1984), fiquei interessado no uso de computadores na educação (mais na aprendizagem do que no ensino, para dizer a verdade). Isto me levou, por volta de 1981, para um caminho intelectual paralelo que, eventualmente, acabou se tornando um grande interesse profissional: o uso das tecnologias de informática como ferramenta que expande a capacidade de trabalho intelectual do homem, na educação, na saúde e no mundo dos negócios. Criei, na UNICAMP, in 1983, the Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED), que dirigi até Abril de 1986.

De Abril de 1986 até o final de 1989 fui emprestado, pela UNICAMP, ao Governo do Estado de São Paulo. De Abril 1986 até Março de 1987, fui Diretor do Centro de Informações Educacionais (CIE) da Secretaria de Estado da Educação. De Março de 1987 até o fim de 1988 fui Diretor do Centro de Informações de Saúde (CIS) da Secretaria de Estado da Saúde. Nessa posição travei contato com as pessoas que ocupavam posição equivalente na World Health Organization (WHO), de Genebra, Suíça, e na PanAmerican Health Organization (PAHO), de Washington, DC, EUA, às quais prestei consultoria em várias ocasiões desde 1988. Durante o ano de 1989 fui Diretor de Publicações da Secretaria de Estado da Saúde. De 1987 a 1989 fui também membro do Conselho Estadual de Informática (CONEI) do Estado de São Paulo..

No início de 1990 retornei à UNICAMP. Em 1992, através de autorização especial, fiz parte do seleto grupo (liderado pelo Prof. Dr. Maurício Prates de Campos Filho) que ajudou a criar o Curso de Pós-Graduação (Mestrado) em Gerenciamento de Sistemas de Informação na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), também em Campinas, SP. Depois de estar o programa em pleno funcionamento, com várias dissertações defendidas, e tendo se esgotado o período para o qual minha colaboração havia sido autorizada, voltei para a UNICAMP em tempo integral.

No início da décaca de 80 tornei-me consultor da empresa People Computação, em Campinas, SP, uma escola de informática. De 1990 até 1994 aquele companhia licenciou várias franquias. No final de 1994, foi criada uma nova empresa, People Brasil Informática, que passou, mediante contrato, a gerenciar a rede de franquias e a dar suporte técnico e operacional a ela. Eu tornei-me sócio, e, eventualmente, único proprietário dessa companhia. Em Março de 1998 as duas companhias terminaram seu relacionamento e as franquias voltaram à companhia original. 

Antes disso criei, em 1997, PBR Informática, uma companhia especializada em tecnologia educacional que desenvolveu, durante três anos, materiais instrucionais e de auto-aprendizado de informática para escolas e outras instituições envolvidas no treinamento em informática e no no uso de ferramentas de informática, e que, até hoje, presta assessoria a escolas e consultoria a empresas e organizações não-governamentais nas áreas em que a tecnologia interfaceia com a educação. Essa empresa atua no mercado com a marca fantasia Mindware.

Em 1998 comecei a me tornar parceiro da área da Educação da Microsoft no Brasil, parceria essa que se estreitou através dos anos. A partir de 2003 me tornei membro do Comitê Assessor Internacional do Programa "Partners in Learning" na Corp -- isto é, na matriz da Microsoft, em Redmond, WA, EUA, e me tornei também Coordenador do Comitê Assessor do Programa aqui no Brasil -- o programa  aqui sendo chamado de "Parceiros na Aprendizagem". Essa parceria, que continua até hoje, tem sido fonte de enorme aprendizado, de múltiplos contatos extremamente interessantes, e de grande satisfação profissional e pessoal. Tenho grandes amigos dentro da Microsoft, dentre os quais destaco Márcia Teixeira e Greg Butler.

Em 1999 comecei, por indicação da Microsoft, a prestar consultoria ao Programa "Sua Escola a 2000 por Hora", do Instituto Ayrton Senna (IAS), programa esse financiado pela Microsoft. Meu trabalho se concentrou, por um bom tempo, no Programa "Sua Escola a 2000 por Hora". Eventualmente fui solicitado a elaborar um projeto de Cátedra UNESCO dentro do Instituto, e desse projeto resultou a Cátedra UNESCO de Educação e Desenvolvimento Humano no Instituto Ayrton Senna, que eu venho coordenando, desde sua implantação. Trabalhar com essa nobre instituição tem me sido uma fonte de enorme prazer e constante aprendizado. Tenho grandes amigos ali dentro. A mais chegada é Adriana Martinelli Carvalho, que coordena a área de Educação e Tecnologia.

No final de 2006 estou me aposentando do meu trabalho na UNICAMP. Os outros trabalhos continuarão, enquanto eu tiver saúde.

Por falar em saúde, em 1o de Março de 2002 tive um infarto que quase me matou. Cuidados rápidos, uma angioplastia, remédios, dietas, exercícios me salvaram. Felizmente, continuo a me sentir bem, apesar de não passar um dia sem que eu me lembre do acontecido.

Numa esfera mais familiar, sou casado com Sueli, tenho quatro filhos (Patrícia, Andrea, Rodrigo e Tatiana, da mais nova para a mais velha), e sete netos (dos quais um, Guilherme, infelizmente, morreu uma semana depois de nascer). São esses os seus nomes e seus anos de nascimento Gabriel (1999), Olívia (2002), Guilherme (2003), Gabriela (2004), Marcelo (2005), Madeline (2005) e Felipe (2006). Gabriel é filho da Tatiana, Olivia e Madeline, da Andrea, Guilherme e Marcelo, da Patrícia, e Gabriela e Felipe, do Rodrigo.

Patrícia, a caçula, nascida em 1975, formou-se (em 1999) em Odontologia na Universidade São Francisco (USF), em Bragança Paulista, SP, e hoje, além de exercer em tempo parcial a odontologia, faz o Mestrado na Faculdade de Medicina da UNICAMP, na área de moléstias sexualmente transmissíveis (a boca, afinal de contas, é um órgão sexual...). A Patrícia casou-se com Rubens Frota de Moraes Salles, também dentista, no dia 22 de Março de 2003. Eles moram em Campinas, SP.

Andrea, nascida em 1973, se formou em Marketing Internacional em Grove City College, em Grove City, PA, EUA, e hoje é Consultora Financeira dos produtos do American Express na região de Warren, OH, EUA. A Andrea casou-se com Richard Jeffery Mathews, gerente de vendas e marketing, no dia 3 de Julho de 1998, e eles vivem em Cortland, OH, EUA.

Rodrigo, nascido em 1971, e hoje engenheiro de computação pela UNICAMP, é sócio de uma companhia de desenvolvimento de software chamada KS Desenvolvimento de Sistemas (KS=Keysoftware). Em 2 de Setembro de 2000, o Rodrigo se casou com Adriana Tavares, fisioterapeuta formada (em 1999) pela  Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Piracicaba, SP. Eles moram aqui em Campinas, SP.

Tatiana, nascida em 1969, é hoje engenheira civil, formada pela PUCCAMP. Ela também é sócia da KS. Ela se casou, em 1 de Fevereiro de 1997, com Alexandre Montgomery Wild, promotor público, formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em São Paulo, SP, e eles moram aqui em Campinas, não mais de 5 minutos de onde eu moro. 

Minha mulher, Sueli (Atibaia é seu nome de solteira), está se aposentando, neste final de 2006, de seu trabalho no Hospital da Mulher da UNICAMP ("Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher" - CAISM), onde coordenou, durante cerca de 20 anos, o suporte técnico para os docentes de ginecologia e obstetrícia. Ela é de Rio Claro, SP, estudou (Pedagogia) na Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, SP, na Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, e na PUCCAMP, onde se formou. Ela completou todos os créditos do Mestrado em Educação da UNICAMP, mas nunca escreveu sua dissertação.

Antes de me casar com a Sueli, fui casado com Maria Luiza, de 1967 a 1974 (que, casada novamente, mora em Champion, OH). A Andrea é filha desse casamento. A Sueli também foi casada antes, e o Rodrigo e a Tatiana são, biologicamente, filhos dela e seu primeiro marido. Ajudei a criá-los, porém, desde pequeninos e os considero filhos meus, sem ressalvas. A Patrícia é, porém, biologicamente, a única filha minha e da Sueli.

Fernanda, irmã da Sueli (e, portanto, minha cunhada), cresceu em parte conosco - ela é 20 anos mais nova do que a Sueli. Ela se formou em Comunicações, na PUCCAMP, e hoje também trabalha no Hospital da Mulher da UNICAMP. Ela está hoje casada com Gustavo Fraguas, médico, aqui de Campinas, e morando em Santa Bárbara d'Oeste. Eles tiveram seu primeiro filho, João Vítor, em 1999. O João Vítor, embora literalmente sobrinho, foi considerado, para fins práticos, como neto -- e nos considera, a mim e à Sueli, como avós.

Também tenho duas outras queridas netas de facto em minhas sobrinhas-netas, Camilla e Isabella, filhas de minha sobrinha Mônica Atibaia, que, contudo, vive distante, em Londrina, PR -- mas é querida como se fosse uma filha.

Minha mãe, Edith, meu irmão, Flávio, e minhas irmãs Priscila e Eliane continuam a morar em Santo André. Meu irmão Flávio é casado com Inês e tem dois filhos: Flávio Júnior e César. Minha irmã Eliane é casada com João e também tem dois filhos: Vítor e Diogo. Minha irmã Priscila é solteira.

Informações sobre minhas publicações, sobre meus projetos profissionais, sobre os cursos que costumava ministrar, sobre meus interesses pessoais, bem como sobre como me contatar, podem ser encontradas em diferentes locais do meu site http://chaves.com.br, que é o meu Portal.

Além do meu Portal, mantenho um blog, que me é muito importante. Vide http://ec.spaces.live.com, espelhado em http://myblogs.net.

Detalhes sobre a vida da gente normalmente só interessam a gente mesmo. Se, a despeito disso, você chegou até o fim desta longa página, receba meus parabéns pela paciência.


Last revised: 08 Sep 2006